Sobre a realidade e a beleza da vida

Dizem por aí que “a vida é uma caixinha de surpresas” e eu concordo, mesmo quando a surpresa não é, assim, tão positiva. Dizem por aí também que temos sempre que enxergar o lado cheio do copo – e se tem uma coisa que aprendi foi tirar leite de pedra e enxergar “lados bons” em tudo o que aparecia pela frente.

Positivismo desmedido? Não. Sonhadora? Menos ainda.

Parece discurso de livro de autoajuda – e no fundo até pode vir a ser -, mas a grande lição que ficou de tantas pauladas que levei na (e da) vida é que tudo tem um motivo para acontecer, quer a gente queira, quer não (e olha que eu reclamo de barriga cheia, porque as pauladas que levei parecem “mamão com açúcar” se comparadas a um único ano de tantas outras pessoas…).

Procurar flores no meio do lodo é um exercício de observação profundo, que exige paciência para esperar e entender aquilo que, por vezes, foge ao nosso controle. Sou do signo de escorpião – e mesmo que o leitor ache isso uma baboseira, eu sou controladora e isso combina com o horóscopo proposto para mim -, logo fico extremamente incomodada quando sinto que não estou com o joystick da minha vida, dizendo “vá para lá, Bia; venha para cá, Bia. Bia, pule! Bia, abaixe!”. Então das vezes em que a coisa se desfigurou do que eu havia imaginado ou planejado, foi um choque: como se eu tivesse ficado cega e perdida ao mesmo tempo, irritada, deprimida. Com o passar do tempo – e muitas lágrimas depois – a vida foi se ajeitando e tudo passou a dar “certo”. Ou seja: era uma questão de tempo.

E o tempo, caros leitores, é, sobretudo, uma questão de observação e paciência. Claro, eu acrescentaria uma boa dose de disposição, pois sem isso nenhuma das anteriores aconteceria de bom grado e, logo, não seria tão útil. O tempo tira a dor, tira o desespero, tira todas as vendas que nos impediam de ver outras saídas e oportunidades. E mais: o tempo nos traz soluções, nos ensina.

Não precisa ser bom cristão para saber que “com fé tudo se alcança”, porque a fé vai além de um dogma, ela trabalha no campo do impossível, seja no que for.

E, na minha opinião, tempo e fé são elementos que não podem se desgrudar.

 

Sobre Bia Bernardi

Bia Bernardi é escritora e gosta de ler livros de temas diversos, adora música, pra dançar ou só ouvir, e gosta de estar com quem gosta. Ver todos os artigos de Bia Bernardi

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