Regalo

casinha

Longe, em cima do rochedo mais alto do vilarejo, onde anos passados erigiram um cruzeiro, ergueu-se em pau a pique uma casinha caiada de branco. De costas para o sol que se põe, uma janela e uma portinha protegidas do mundo por frouxas tramelas guardam um fogo lento e um silêncio criador. Ambos, cada um em seu canto, folheiam o que mais interessa na vida que querem enxergar. Ele busca nos sábios o entendimento do difícil. Ela vê nas dores outras a estranha beleza de que o humano é feito. Vez ou outra suspiram, seus olhos se encontram e juntos refletem um calmo sorriso. De mãos dadas vão até a janela e observam, embriagados, o sol dourar o mundo lá embaixo. O entardecer encerra outro dia mais importante de suas vidas.

Sobre Marina Costa

Vegetariana, sagitariana, feminista e humana, emanando energias para que nossa vida nesse cosmo infinito tenha um sentido no fim. Mesmo que seja o de produzir ecos de bons sentimentos e só... Ver todos os artigos de Marina Costa

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