Brasa que abrasa

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O cansaço era flagrante em seu olhar. O adeus estava pronunciado em seu silêncio. O destino arredou-se de seu futuro e partiu consternado com seu passado. Foi. Veio. Voltou. Acabou. Aposentou-se a verdade, abraçou-se a mentira.

Ela fitou-o no buraco negro de seus olhos. Ele engoliu-a com a fome dos devassos. Dos indomáveis. Acordaram. Nada lembravam. Despediram-se. Nunca mais se viram. A memória fragmentou-se em elipses amorosas daquelas que regamos a uísque.

 

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