UM INSTANTE…

Recomeçando e reinaugurando a semana, como uma folha limpa à espera de uns rabiscos que lhe dêem sentido. Uma folha, ou se quiserem uma tela, um teclado, só têm existência com o texto, com imagens. Em meio a uma infinidade de temas e assuntos que nos chegam com a voracidade do tempo em constantes mutações, torna-se difícil puxar algum individual que se sobreponha sobre os demais.
Pausa…e lá do fundo da memória surgem as histórias antigas, mas trazidas pelo momento presente. Passando por uma estrada bem recentemente e por lugares acessados através dela, voltei para trinta anos atrás, quando vivi um caso de amor curto, mas intenso.
Impressionante como somos capazes de fazer esse passeio em frações de segundos e junto com esse exercício chegam cheiros, vozes, todas as sensações vividas. Os rostos chegam, as expressões impregnadas de desejo, braços e pernas que se misturam, a materialização de algo que estava apagado e morto.
Só restava um suspiro longo, na medida e no tempo do possível e lamentando pela impossibilidade de ser novamente. Foi como uma cena de um filme que se volta para os meandros da memória.


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