A Bordo

Um dia, calada e sonhadora como sempre se deixava ficar, ouvi sua risada,  de boca fechada. Em silêncio, ela sussurrava. Eu mais sentia que escutava. Parecia haver no espaço pouco que ocupávamos uma imensidão sem limites onde sua mão nos dedos meus era elástica, fazendo o coração ir no outro mundo e voltar. Suspenso em tais absurdos lúcidos ouvi por fim ela me chamar. “Meu infinito aumenta com você”. Sorrimos pelo rosto e pelos poros. Ela expandia meu tudo. Todo dia.

Sobre Marina Costa

Vegetariana, sagitariana, feminista e humana, emanando energias para que nossa vida nesse cosmo infinito tenha um sentido no fim. Mesmo que seja o de produzir ecos de bons sentimentos e só... Ver todos os artigos de Marina Costa

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