O femismo à espreita

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Quem me conhece, e não me circunscrevo à figura de expressão, sabe que sou feminista. Advogo o feminismo desde antes de ser capaz de elaborar e decodificar seu conceito. Criado por uma mulher e no convívio feminino, me orgulho do fato de possuir valores mais humanizados e sintonizados a um anseio legítimo e perene (nota ao leitor: procure aqui no Vida a Sete Chaves minhas “Crônicas da Vagina”).

No entanto, o feminismo como agenda e causa evoluiu de maneira esquizofrênica e hoje abarca radicalismos que comprometem essencialmente o debate propositivo que surgiu na gênese do movimento.

É claro que não farei justiça à natureza complexa e multifacetada do tema em uma crônica ligeira, mas a preocupação, costumeiramente latente, vem ganhando fôlego. À espreita está o femismo. Em uma conceituação vulgar, femismo poderia ser identificado como um machismo às avessas. Uma concepção de superioridade da mulher em relação ao homem. O grande prejuízo desse radicalismo derivado de um feminismo fálico, que “enfia um pau duro na boca de quem discorde”, como cunhou maravilhosamente bem em um artigo Tati Bernardi é a justaposição de elementos culturais nocivos ao bem estar social.

O femismo, ao contrário do feminismo, é um fenômeno isolacionista, que propaga intolerância e dissemina a cultura do ódio. Mais: arrisca todas as conquistas feministas ao reclamar o direito de trocar o sexo do machismo.

Sobre Reinaldo Glioche


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