FALTAM CHÃO E TETO

Se são 5, 10 ou 30 estupradores não vem muito ao caso. Por favor, não entendam que quero contemporizar ou diminuir com essa minha afirmação, os males dessa barbárie que acometeu a menina do Rio de Janeiro nos últimos dias. Lógico que as punições devem acontecer e de forma rígida, buscando todos os envolvidos no triste episódio. Mas esse crime que veio à tona agora deve ser uma constante, nas ruelas das favelas, sob os tetos de madeira, nos escombros de terrenos e até sob as luzes de néon das noitadas e bailes funks.
O que me angustia, além do quadro real que se apresenta de imediato, é o que está atrás e por trás e que nem sempre vemos e sabemos. É um mundo ou submundo, do qual não fazemos parte ou fingimos não saber que ele existe, por comodidade ou por não querer se envolver e, com isso, vamos vivendo na falsa fantasia de que as crianças e jovens vivem de acordo com o que a normalidade aponta para seres dessas idades.
Onde estão os pais dessa menina e de tantas outras que perambulam fora dos muros das escolas e dos lares? Por que esses rapazes e homens se prestam a se agruparem para praticarem atos animalescos, quem sabe, sob os efeitos de drogas? Essas respostas e a busca dessas causas é que precisam ser encontradas, e é por isso que digo que o ocorrido vai continuar nessa mesma esteira, se nada for feito nos primórdios de uma criação, tratando e cuidando das crianças como se jóias raras fossem. Faltam estruturas de família, de educação, de conceitos de religião e espiritualidade.
Até quando vamos ficar procurando os bandidos sem procurar a solução das causas? Todos nós somos culpados, de uma certa forma.


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