Apartida

apatia 1

Acordou assustada do pesadelo na madrugada alta. Estava só, como veio ao mundo, em um quarto branco e sem porta. Assim que abriu os olhos enxergou na penumbra o teto, as unhas curtas dos pés e o virol listrado de azul. Suspirou e levou a mão ao coração. Tateou sem encontrar o que buscava. Silêncio e frio reinavam em seu peito. Quando de manhã o sol subiu, já não havia riso. Os lábios colados, o peito tentando arfar e nos braços o desalento de quem não tem o que esperar. O céu ainda era azul, pássaros algazarravam e o vento ventava o ar matinal. Mas nos olhos dela a alegria se afogara em lágrimas, o querer escorreu pelo chão e um sono profundo e sem sonhos chegou para ficar.

Sobre Marina Costa

Vegetariana, sagitariana, feminista e humana, emanando energias para que nossa vida nesse cosmo infinito tenha um sentido no fim. Mesmo que seja o de produzir ecos de bons sentimentos e só... Ver todos os artigos de Marina Costa

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