TRABALHANDO AS EMOÇÕES

Que tal imaginar que uma criança de escola pública do ensino fundamental comece as suas atividades escolares, todos os dias, com meditação? Isso não é impossível e já vem acontecendo em algumas escolas da capital paulista. É pouco, mas faz parte de um projeto de mudar o patamar da educação, que não concentra seus esforços apenas nessa ação inicial da jornada. É só um começo de mexer com a inteligência emocional e conseguir o desempenho acadêmico com mais eficiência e prazer.
Esse trabalho de exercício de emoções, com várias atividades que transcendem as disciplinas rígidas, vem conseguindo bons resultados nas escolas que implantaram e que vão além das habilidades cognitivas. São convivências em grupo, onde as crianças têm oportunidade de se manifestar e demonstrar suas emoções.
Mas para esse processo ser realizado, o docente precisou também ser introduzido nesse novo paradigma de educação. Foi criado um curso de pós-graduação voltado para inovação educacional, cujo comando está por conta do Instituto Península, que conta hoje com 51 alunos que se preparam melhor para assumirem o papel de educadores com vontade de mudar o mundo, a partir de sua tarefa de desenvolver habilidades socioemocionais com crianças e jovens.
Como seria bom que inovações como essa prosperassem e não ficassem apenas em alguns pontos isolados. Sabemos que a área da educação no Brasil, de fato, precisa de muita atenção e de reformas. Os governos precisam olhar para esse setor, pois ele é a base de tudo e faz a diferença mais à frente na formação de qualquer pessoa.
Pensando também em dar uma sacudida no ensino formal, a Casa do Saber, em São Paulo, está lançando um curso dirigido a jovens de 13 a 18 anos, sob o título de “A arte de pensar”, onde será aberto um espaço de diálogo ao apresentar novas formas de um legítimo pensar filosófico, trazendo outras visões de mundo, que aproximem os participantes das discussões propostas por grandes pensadores, de forma leve e divertida. O curso, pelo custo, não é acessível a maiorias, mas pode muito bem ser utilizado em outros espaços.
Aqui os alunos terão como expressar suas opiniões a respeito de formulações, tais como: o que você espera da vida, que fatores nos fazem ser quem somos, quais as escolhas possíveis a serem feitas, a gente não quer só comida, o que é cultura, o que faço com meus sentimentos, como é possível explicar o mundo. São essas perguntas lançadas sobre eles e a gama das respostas que vão ajudar o jovem a ser uma criatura mais pensante e menos passiva.
Temos que concordar que essas experiências são esporádicas e pequenas, mas servem para cutucar e mostrar que o padrão educacional do nosso país está a merecer reformas globais, pois vem repetindo modelo ultrapassado por longas décadas.


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