Os porcos rejeitam pérolas

Com essa coisa toda de cada um dizer o que quer, fica difícil alguém querer ouvir. A briga nasce no âmbito de quem tem mais razão, cresce no ego e morre no silêncio. É tanto certo-errado que as pessoas acabam optando pela política do achismo, na qual todo mundo professa qualquer coisa por que todo mundo aceita qualquer coisa, além do quê, é bem mais fácil do que pensar.

Pensar exige esforço, pesquisa, determinação e raciocínio e as pessoas estão cansadas, enfadadas por conta de tanta informação e pensar também cansa e cansado por cansado, a escolha é sempre ficar onde se está. Morrer encostado é sempre menos traumático e mais confortável…

Então quando a gente – que não se encosta – quer desencostar os encostados, acontece quase que uma hecatombe: fazem cara feia, gritam, esperneiam, desacreditam das nossas palavras e até se sentem ofendidos pela proposta.

Trazer o novo a quem não enxerga o novo é uma tentativa de transformação do futuro, ousada e pretenciosa. Porém, trazer o novo a quem não quer enxergar o novo é a mesma coisa que oferecer carne a um vegetariano: não faz o mínimo sentido, parece contradição, é patético.

Porcos não querem pérolas, não adianta oferecer. Melhor guarda-las para quem seja capaz da mudança, enxergando um tijolo e não uma pérola.

perola porco

Sobre Bia Bernardi

Bia Bernardi é escritora e gosta de ler livros de temas diversos, adora música, pra dançar ou só ouvir, e gosta de estar com quem gosta. Ver todos os artigos de Bia Bernardi

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