Gênio

diaabolic

No fundo ela acredita que há em uma de suas muitas garrafas um gênio adormecido. Encolhido nascituro, do amniótico líquido despertará. Ela, sedenta de luxúria sorve ansiosa o elixir interminável na esperança de terem satisfeitos seus desejos egoístas. E pensa sobre cada um deles, sentindo-se a cada gole mais perto de tudo o que lhe fará ser alguém. Da última gota que seca no lábio rachado surge a figura monstruosa de um ser putrefato. Com um riso diabólico, ela se prostra a seus próprios pés e louca de usura enxerga a grama verde onde deitará o amor roubado, o querer doentio e toda a ilusão sobre a qual imagina viver.

Sobre Marina Costa

Vegetariana, sagitariana, feminista e humana, emanando energias para que nossa vida nesse cosmo infinito tenha um sentido no fim. Mesmo que seja o de produzir ecos de bons sentimentos e só... Ver todos os artigos de Marina Costa

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