Tríade futurista

Um dia me perguntaram o que penso do futuro. Não aquele futuro inalcançável, que apenas os tataranetos dos meus tataranetos verão, mas aquele que está por vir para esta geração, para a geração na qual estou contida.

Respondi apenas que não sabia, que estava cansada demais para pensar em algo tão profundo. Mas era mentira: pois mediante uma pergunta tão séria, eu não poderia responder de qualquer jeito, precisava pensar de verdade.

Até agora não sei bem a que conclusão chegar, mas já consigo sentir algumas coisas e essas coisas são sensações muito particulares do que racionalmente, espiritualmente e emocionalmente eu consigo sentir.

futuro

Espiritualmente, tenho fé de que a mudança está por vir, muito próxima, nas mãos daqueles que hoje são minorias, oprimidos e rechaçados, que farão a reviravolta necessária, instaurando o respeito verdadeiro, a justiça, o amor. Tenho fé de que o mundo está mesmo mudando, que mais e mais pessoas estão engrandecendo a mente e limpando conceitos das pré-concepções que deterioram os direitos inatos. Tenho fé.

Racionalmente, vejo que a coisa está de mal a pior, que estamos perdendo o controle e que não há muita salvação que se esperar. As pessoas são maldosas mesmo, são egoístas mesmo e só importa o que girar a meu favor. É tanta coisa ruim, mas tanta coisa, que não se pode esperar, na real, algo muito diferente do que já temos…

Mas, emocionalmente eu sorrio por dentro ao encontrar pessoas que valem a pena, que lutam por algo que é bom para o coletivo, para si e também para o coletivo, que está disposta a abrir m]ao de uma coisa ou outra, que entende o limite como algo saudável e justo, pois é para todos; que entende a liberdade da mesma forma: e a utiliza sem ferir o amigo ao lado. Existe amor, ele está ao nosso redor, está sendo praticado, está sendo difundido.

O que virá? Não sei mesmo dizer, um mix de sensações que confundem o futuro, que me cegam para o que há de vir, mas me elucidam para o que está aí, que, convenhamos, é o que importa para hoje.

Carpe diem, não só para que possamos ter o que contar, mas para que mais pessoas também tenham o que contar.

 

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Sobre Bia Bernardi

Bia Bernardi é escritora e gosta de ler livros de temas diversos, adora música, pra dançar ou só ouvir, e gosta de estar com quem gosta. Ver todos os artigos de Bia Bernardi

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