Quando a culpa é mesmo nossa

Valendo um doce que alguém saiba por que – como dizem – a gente tána merda. E mais do que isso: por que não se vê solução plausível para os tão falados “principais problemas” enfrentados na atualidade.

Antes de mais nada é preciso observar quais são os problemas e então perceberemos que eles não são nada de agora, pelo contrário: eles vem se arrastando. velados por décadas, gerações, foram engolidos a seco de primeira, com um gole d’água de segunda e com Coca na terceira. Foram aceitos como se fossem a única opção e se transformaram em algo que – me perdoem a rima – parece não haver solução. Mas havia… e a maioria das pessoas não fez nada para mudar e deixou passar batido. Então o responsável fica sendo…?

Outro ponto é a necessidade de entender que, individualmente, cada qual tem a sua urgência e que por esta não ser realizada no momento em que surge, nos transformando em vítimas de uma sociedade cruel, pobres coitados que não conseguem nada na vida, nem um celular de última geração, nem uma viagem pra o exterior – acontece que tudo isso tá rolando enquanto poucos outros lutam por interesses que também são nossos, que nos beneficiariam se conseguidos! Mas não, “essa não é a minha prioridade para agora”, logo não me interessa e “vocês são desocupados”. Tudo por mim, tudo para mim… e para os outros? E vai ficar assim? Por mais uma vez deixaremos que nos atropelem, para ter do que reclamar lá frente. E a responsabilidade parece ser de…?

Há questionamentos ainda piores, cociais, capitalistas barato, preconceituosos, sexistas… Muito se diz, com bocas cheias de razões e filosofias, que não servem de nada além do que engrandecer egos e criar ainda mais diferenças brutais. Filosofias vãs? Talvez sim, talvez não; depende a quem beneficia.

Ganhou o doce quem respondeu, então, que a gente tá na merda por culpa nossa mesmo, por sermos criadores de uma sociedade que não decide por si, que nõa luta por direitos iguais, que só olha para o próprio umbigo, que aceita tudo o que vê na tevê como sendo bom.

Sim, a responsabilidade é toda nossa e continuara sento, até quando a maioria resolver desencostar e agir.

 

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Sobre Bia Bernardi

Bia Bernardi é escritora e gosta de ler livros de temas diversos, adora música, pra dançar ou só ouvir, e gosta de estar com quem gosta. Ver todos os artigos de Bia Bernardi

2 respostas para “Quando a culpa é mesmo nossa

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