O prêmio Puskas escancara a moral baixa do brasileiro

lira

Foto: reprodução/YouTube

Meus parabéns a Wendell Lira. Seu gol pelo Goianésia contra o Atlético-GO que venceu, na última segunda-feira (10), o prêmio Puskas o consagrando como o mais belo de 2015, é realmente daquelas pinturas que o mundo da bola ostenta por aí. Mas, desculpem-me os eufóricos, pelo que virá a seguir.

Primeiro. Não era o gol mais bonito em competição. A Fifa se fez de rogada e não queria que sua festa, muito chata, vamos e convenhamos, virasse a festa do Messi. Inconteste como melhor do mundo, ainda que tentem empurrar essa fraude chamada Cristiano Ronaldo,  a Fifa contemplou em Wendell Lira o terceiro mundo. O futebol como resgate social e o Brasil, meus caros e caras, anda precisando das esmolas de instituições controversas como a Fifa. É, ao menos, o que demonstra a celebração histriônica que seguiu o triunfo de Lira.

O rapaz soltar fogos, debulhar-se em lágrimas e sair beijando todos na rua, eu entendo. É uma vitória pessoal monstruosa e merece o festejo, mas perceber o país – redes sociais, opinião pública, etc – reagindo dessa maneira me ascende o sinal amarelo. Como é que é?

Ganhamos o Puskas. Parem as máquinas. Peraí. Ganhamos? Uma eleição formal, com representatividade zero para o futuro do futebol brasileiro e mesmo sem qualquer relevância para quem gostar de torcer por futebol, provocou grande comoção nacional.

O que essas circunstâncias refletem é bem claro. A moral do brasileiro não podia estar mais baixa. No futebol mesmo. Há não muito tempo atrás, costumava-se dizer, “mas no futebol o Brasil dá orgulho”. Não ouso dizer que são tempos que não voltam mais, mas são tempos que deixaram um buraco grande na autoestima da outrora pátria de chuteiras. Enquanto isso, vamos de Puskas em Puskas elaborando vitórias que não aconteceram de fato.

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Sobre Reinaldo Glioche


Uma resposta para “O prêmio Puskas escancara a moral baixa do brasileiro

  • Lunna Guedes

    Eu confesso que cansei do futebol brasileiro… assisti ao jogo da Copa São Paulo de futebol e vi um time com seus 11 jogadores recuados a se defender e jogar no erro do adversário. Não precisava de um campo tão grande, bastante a metade deste. Uma chatice sem fim… e o pior era observar que o time não conseguia acertar passes simples.
    Enfim, se as tais categorias de base, que formam jogadores, estão assim, imagina os ditos profissionais.
    Comemorar um prêmio Puskas de um jogador que até ontem nem time tinha para jogar (não sei se isso mudou) é no mínimo deprimente.

    bacio

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