Mil fins

Loneliness

Pela terra seca, mil litros de sangue já verteram antes do hoje. Das rosas que nascem, lágrimas saudosas verterão mil mais. O amanhã trará outras lamúrias, e assim o jardim encharcado novamente florescerá, de gentes, de futuros e de sonhos. Mas cada um destes de novo morrerá como ninguém, pois o fechar dos olhos, o apodrecer da carne revela o nada do qual somos feitos. No infinito, que nunca saberemos se está mesmo lá, ecoará o choro do ego morto. Alcançando as estrelas para além da luz, tal sinfonia de lamento em mil anos vezes mil outros silenciará, no frio do cosmos. E é este o caixão eterno de nossa efêmera vida. Sinta agora na boca o gosto da fantasia humana pelo tempo que ainda resta pois urge a colisão do fim. A morte é fato, o vazio é certo. E sobre ambos talvez só o amor faça algum sentido.

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Sobre Marina Costa

Vegetariana, sagitariana, feminista e humana, emanando energias para que nossa vida nesse cosmo infinito tenha um sentido no fim. Mesmo que seja o de produzir ecos de bons sentimentos e só... Ver todos os artigos de Marina Costa

2 respostas para “Mil fins

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