Escrever…

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Quando deixo de escrever me sinto culpado. Não sou desses escritores compulsivos, mas sinto que a vocação para tal está em mim. O leitor cheio de boa vontade que me acompanha já me flagrou reclamando de crises criativas, de falta de tempo e outras reminiscências de quem escreve ou deixa de escrever.

Escrever é como burilar sua alma. Adornar seu coração. Aparar sua vaidade. É um gesto e é uma contingência. Pode ser terapêutico e pode ser celebratório. Pode ser fácil, mas pode ser doído.  Pode ser natural e pode ser treinado.

Pode ser um exercício de liberdade ou um flagelo do confinamento. É uma arte, mas também uma prática. Algo deletério, mas também redentor. Há grandes manifestações artísticas sobre o poder da palavra e gosto de pensar que este blog, tão bravamente defendido por apaixonados pela palavra, é uma singela contribuição para esse painel complexo.

Escrever é uma declaração de amor à linguagem e à capacidade humana de codificar e decodificar a complexidade da existência.  Escrevo, logo existo.

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Sobre Reinaldo Glioche


3 respostas para “Escrever…

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