Rusga

peace

Sentada, emburrada, na quina da calçada, ela pensa ressabiada em todos aqueles disparates. Fechado em um silêncio casmurro, olha de rabo de olho a quietude magoada. Ela, calada, parece considerar os desditos sem fim. Ele, amuado, não sabe voltar atrás para pedir o sim. Ouve um suspiro e percebe na sua mão fria o calor acolhedor de outros dedos. Sente o sorriso que faz o coração amolecer. Com o abraço partido uma vez colado, respiram ambos aliviados. “Porque a calmaria da minha inconstância vem de você.”

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Sobre Marina Costa

Vegetariana, sagitariana, feminista e humana, emanando energias para que nossa vida nesse cosmo infinito tenha um sentido no fim. Mesmo que seja o de produzir ecos de bons sentimentos e só... Ver todos os artigos de Marina Costa

5 respostas para “Rusga

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