A bunda de Joana

Marcelo acordou com a imagem da bunda de Joana em sua mente. Com tantas bundas no mundo, ele não aceitava que fosse a de Joana a invadir sua libido matinal. Foi ao psicólogo e alarmou-se. O psicólogo, muito calmamente, disse que aquela imagem tão excitante quanto preocupante de sua irmã não denotava um interesse por uma relação incestuosa.

Marcelo resistiu ao diagnóstico. A imagem era recorrente nas manhãs do rapaz e ele se flagrava mais desesperado a cada sessão. A pauta ocupava a terapia com força e aos poucos o psicólogo, de vertente junguiana, conseguiu descortinar o significado daquela recorrente imagem em um estado de semiconsciência de Marcelo. Tratava-se, afinal, de uma preocupação latente do rapaz com a própria ausência na rotina familiar e de como ele estava atrás de Joana na interação com os entes queridos.

Um ano depois, Marcelo levou ao seu terapeuta outra inquietação. Acordara com a imagem de Joana escovando os dentes. Ele não parecia tão preocupado com o significado daquela visão, mas aí o doutor veio com um “veja bem…”

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3 respostas para “A bunda de Joana

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