Moléstias do Século 21

Sofro de raiva crônica.

Mas não é qualquer raiva, assim, tipo aquelas que dá por qualquer bobeira, por algo que fuja do meu controle. Não, é raiva fundamentada, alimentada durante os meus quase 20 anos de vivência na internet afora.

Acontece que as pessoas pararam de ler. Esqueçam as leituras de vestibular, de romances e poesias, não estou falando delas. Com tanta informação solta pelo mundo – e viva a internet! (será?) -, não há tempo de ler com atenção, entender o que está escrito e tomar uma opinião sobre o fato, muito menos de responder com presteza e completude.

Convido o amigo leitor, então, a observar à sua volta e quem sabe até mesmo fazer um teste: envie uma mensagem a diversas pessoas, faça cerca de 2 a 4 perguntas ao longo da mensagem e aguarde a resposta. Certo será que a esmagadora minoria responderá a todas as questões, e que a maior parte dará retorno apenas sobre as duas primeiras ou duas últimas, e muito menor será o grupo que dará uma resposta que contemple, de uma vez, tudo o que foi perguntado.

Parece piada, mas não é. Nessa minha indignação constante, tenha certeza que já vi de um tudo acontecer e, mais uma vez, essa falha de observação não acontece só com a parcela “menos favorecida” de educação escolar (se é que entendem as aspas). Há pessoas que ostentem suas graduações nos mais diversos níveis e que não sabem ler com atenção um simples email. Entendendo a correria do dia-a-dia, busquei facilitar as condições e colocar as minhas necessidades de maneira visualmente mais clara, separadas em linhas diferentes. Não deu certo… As respostas continuavam a vir picadas.

Tive a lógica bem adulta de enumerar as perguntas!, e pensei que havendo números as pessoas dariam certa atenção. Ledo engano… Vários deles foram esquecidos…

Apelei para os bullets.

Felizmente, há quem responda diretamente em sequência às perguntas, garantindo-se de não esquecer nenhuma delas (#ficaadica), e eu as agradeço e contemplo infinitamente. Entretanto, há aquelas que se furtam dessa tática e respondem de memória, enforcando-se com a própria corda.

O tempo é como a saúva, que arrasa com tudo o que vê pela frente. Eu já coloquei meu pé no freio, pra dar jeito de também olhar para o lado.  E sobre saúva, nós já sabemos bem: ou acabamos com elas…

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Sobre Bia Bernardi

Bia Bernardi é escritora e gosta de ler livros de temas diversos, adora música, pra dançar ou só ouvir, e gosta de estar com quem gosta. Ver todos os artigos de Bia Bernardi

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