Do que eu falo quando falo de universos paralelos

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Dia desses me deparei com um dos meus futuros amorosos alternativos. Sim, de todas as possibilidades da ficção científica, eu acredito justo nos amores alternativos. Há também os pragmáticos que encaram essa dádiva da ciência apenas como um nome a ser salvo na agenda do celular.

Um amor alternativo é alguém que você conhece e pensa ‘poderia dar certo’. E pensa isso de um jeito tranquilo, sem cobiça, apenas como quem avalia que havia um outro caminho para chegar onde se quer chegar. Claro, pode haver o flerte, ninguém é de ferro, mas pra mim a coisa é mais como um vislumbre de que a minha mãe estava, como sempre desconfiei, totalmente errada.

As mães são infalíveis para acertar a condição do tempo, especialmente para quem mora em São Paulo, ou o remédio para cortar alguma alergia recém-adquirida (como na minha experiência com borrachudos na praia ano passado). Mas, quando se fala de sentimentos,  elas têm certos cacos da educação sentimental que receberam dos próprios pais que simplesmente não fazem sentido hoje.

Educação sentimental é algo que se atualiza sim, isso deveria dar manchete, não sei como os jornais ainda não foram atrás desse furo. Não se trata de relacionamentos quânticos, um novo ramo da física ainda pouco explorado, mas de reconhecer que a vida tem lá sua matemática e permite várias combinações. “Uma única tampa pra panela”, ou pessoa frigideira (que não teria tampa), são ideias típicas de quem não quer fazer nem as continhas mais simples.

Dessa última vez, o que mais me surpreendeu foi  que o outro lado também tinha reconhecido essa possibilidade. E que combinamos, em silêncio, que não seria daquela vez, mas vai saber o que ficou acertado nos tais dos universos paralelos.

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Sobre Aline Viana

Aline Viana nasceu em São Paulo, em 1981, mas prefere que não espalhem a que safra pertence. É formada em jornalismo. Cansada de tanto quem, o quê, quando, onde, como e porque resolveu entrar em um curso de crônicas. Foi um santo remédio para recuperar a saúde de seus textos. Se o diagnóstico está correto, você pode checar nos blogs: cronicasdas12.blogspot.com e semanalmente no vidasetechaves.wordpress.com . Novos pareceres são sempre bem-vindos. Ver todos os artigos de Aline Viana

3 respostas para “Do que eu falo quando falo de universos paralelos

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