Carta por mais um dia de mãe

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“És tu, alma divina, essa Madona
Que nos embala na manhã da vida
Que ao amor indolente se abandona
E beija a criança adormecida.” – Álvares de Azevedo

Talvez tudo o que se podia ter escrito a respeito das mães já foi escrito. Poemas, contos, romances inteiros dedicados ao maior amor de nossas vidas. Por isso o que escrevo é somente a declaração do meu amor por aquela que nunca deixou que se rompesse verdadeiramente o cordão umbilical. E por todas as mães que encontram na face de seus filhos a certeza de que por eles, a vida valeu a pena.
Mãe, não é por ser seu dia que meu carinho aumenta, mas essa data me leva a refletir sua imensa importância em minha vida. Saiba que, quando nas noites frias em que doente eu chorava, não era o remédio que me curava mas sim sua presença reconfortante. Que quando eu sumia, esquecendo por conveniência de dizer aonde ia e esquecendo também que o tempo não parava enquanto eu estava na rua, o puxão de orelhas que você me dava pela responsabilidade que não tive me arrancava lágrimas mas não de dor e sim de alegria por saber do amor que tinhas por mim e do grande medo que tinhas em me perder. E ás vezes quando te desafiava, colocando as asas de fora, te deixando sozinha a falar para as paredes e saía pisando duro, batendo portas, lá fora meu coração em mil pedaços se partia, pois eu sabia que no fundo você só queria que eu fosse sua criança para sempre.
Eu sou mãe! Mesmo aqui, longe de seu colo e me acreditando independente, é para você que eu ligo quando penso que vou espirrar ou quando a garganta ameaça doer… É de você que eu lembro, ao sair correndo, atrasada, sem o café do manhã. É para você meu sorrio quando conquisto algo de novo, quando vejo que tudo está dando certo como você sempre disse que daria. É por você que eu choro, quando a saudade cresce até se tornar algo insuportável, e minha vontade de seu abraço fica maior do que a de qualquer outra coisa nessa vida tão “adulta”. Eu continuo sendo criança mãe, apesar de ter tido que crescer.
E se Deus me deixasse escolher um lugar no mundo para passar a eternidade, seria em seu colo, de olhos fechados, sentindo o calor do seu amor a me embalar em um gostoso sono infantil. Seria com você, a maior dádiva da minha vida, que me inspira, me anima, me abençoa, me fortalece, me protege e me dá razões para querer ser alguém melhor nesse mundo.
O seu dia é hoje, é em sua primavera, é quando me deu a vida, é a cada momento que o sol se levanta e se deita mas não leva o cálido sorriso que sempre vejo em seu rosto, nem o amor que só uma mãe é capaz de conhecer.
E se todos os filhos do mundo pudessem me ouvir agora, eu diria a eles para que todos os dias, ao se levantarem, lembrassem de suas mães e de como devemos agradecer por mais um dia em que elas olharão por nós, seja com o coração apertado, com o coração tranquilo, com o coração transpassado de dor, mas sempre olhando com o amor que nos conforta. Que Deus abençoe as mães, para que elas continuem a florescer, embalar e regar o mundo com toda sua graça que é realmente um presente dos céus.

“Ser mãe é andar chorando num sorriso.
Ser mãe é ter um mundo e não ter nada.
Ser mãe é padecer no paraíso.” – Coelho Neto.

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Sobre Marina Costa

Vegetariana, sagitariana, feminista e humana, emanando energias para que nossa vida nesse cosmo infinito tenha um sentido no fim. Mesmo que seja o de produzir ecos de bons sentimentos e só... Ver todos os artigos de Marina Costa

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