Só…

Chegar como intrusa e ficar como convidada. Contradição suprema que parte transformada. Reinventa-se para manter seu ciclo, em um ritmo de abnegação que só combina com solidão.

Apaixonar-se é flutuar só em meio à multidão. É padecer do juízo alheio e buscar amparo em queda livre. É rir sozinho, chorar à toa, responder qualquer coisa.

É vibrar com o sol, comemorar a chuva e estar só, mesmo acompanhado. Apaixonar-se é prescindir de legitimidade. É entregar-se ao desconhecido, esse velho conhecido. É desmerecer a tragédia da rotina e remodelar a pobreza da existência. É estar só… finalmente só

Se apaixonar é um ato solitário, fantasioso, idílico, nostálgico. Quase errático. É aceitar a solitude. Pelo menos até estar apaixonado. Aí, não estamos mais sós.

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Sobre Reinaldo Glioche


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