De um pulo

pulo_gato

Aproveitei a janela aberta e escapuli! Foi assim, cheguei de levinho, devagarinho, fui andando pertinho, olhei prum lado e pro outro e pulei. Ainda ouvi alguém gritar “meniiiiiii…” mas antes que o “na” batesse em meus ouvidos eu já era arremessada por uma rajada de vento para o outro quarteirão. Quando menos esperava caí estatelada em cima de uma imensa pedra quadrada, alta como um salgueiro chorão. Esperei para ver se quicava mas fiquei em profunda inércia. Daí levantei, sacudi o pó da camiseta e gargalhei como louca até doer a barriga. O chão preto, o gás carbônico, as contas atrasadas e a luz branca da sala tinham ficado a quilômetros, presas para sempre no passado que foi! Reforcei o laço no cadarço e pus contente o pé na estrada. No horizonte um sol radiante me esperava! E meu único futuro era virar uma maria caminhante, andarilha verdejante sem lugar certo de parar.

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Sobre Marina Costa

Vegetariana, sagitariana, feminista e humana, emanando energias para que nossa vida nesse cosmo infinito tenha um sentido no fim. Mesmo que seja o de produzir ecos de bons sentimentos e só... Ver todos os artigos de Marina Costa

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