The end

Fim não é comigo. Até com final de filme meia boca periga eu deixar uma lágrima cair e depois tentar disfarçar, fazendo o tipo “um cisco que caiu no meu olho”.

Os encerramentos têm seus méritos, como negar? Eles dão aquele pé na bunda providencial para nos impelir, ainda que aos trancos, futuro afora. E também nos deixam mais leves para carregar outras coisas nos ombros. Nem melhores, nem piores, apenas outras coisas.

Só que o fim parece denso demais. Como o sempre e o nunca, conceitos que me barram na entrada. Prefiro o agora, aceito, quiçá, o daqui a pouco, medidas muito mais amigáveis quando o assunto é tempo.

Atrás do fim estariam amigos, lembranças, inimigos fraternos, sonhos. Um poço de passado sem eco, sem fundo.

Não precisa ser assim, é o que dizem. E lembram que todo fim é um recomeço. As portas fechadas às minhas costas confirmam que não há mais nada para se fazer ali. Penso em arriscar a sorte, mas elas não vão tornar a abrir. Kafka que o diga.

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Sobre Aline Viana

Aline Viana nasceu em São Paulo, em 1981, mas prefere que não espalhem a que safra pertence. É formada em jornalismo. Cansada de tanto quem, o quê, quando, onde, como e porque resolveu entrar em um curso de crônicas. Foi um santo remédio para recuperar a saúde de seus textos. Se o diagnóstico está correto, você pode checar nos blogs: cronicasdas12.blogspot.com e semanalmente no vidasetechaves.wordpress.com . Novos pareceres são sempre bem-vindos. Ver todos os artigos de Aline Viana

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