Depois e depois

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Resolveu não sair do quarto naquela manhã. À noite foi daquelas que ela poderia chamar de tranquila. Então, deveria prolongar esse momento de satisfação. Nem sempre fora assim. Houve tempo em que ficar na cama era tempo perdido. A vida corria solta, leve e fácil. Não passou para pensar se esse pensamento significava saudade. De que valeria? Nada mudaria aquilo que já sabia.  Há muito falava consigo mesma: “o tempo não volta e nem tem dó de ninguém”. Por isso, naquela manhã resolver atender a uma necessidade sua e ficar no quarto. Sem relógio, sem ver o sol, sem imaginar que a vida continuava lá fora. Era uma tentativa egoísta de comandar o tempo. A idade mudara sua forma de observar as coisas. Agora, esperaria a vida falar mais alto e mais forte para tomar a decisão em sair do quarto. Poderia não demorar, mas o corpo nessa hora comanda o cérebro. Então, só restava aguardar. Antes de cair no sono, ainda memorizou um último pensamento: só me resta esperar para servir o vencedor.

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Sobre Celso Oliveira

Jornalista e Mestre em Ciência da Comunicação pela ECA/ USP. Ver todos os artigos de Celso Oliveira

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