Observações de fim de noite

 

É noite de segunda-feira e não há despedidas. Todos já se foram. Nenhum pai vem buscar a filha na estação.  Casais de namorados já disseram tudo no domingo, fossem coisas de mágoas ou de risos. Ainda não é hora pra reconciliações, terça quem sabe?

Nem os mendigos fazem companhia aos funcionários do Metrô nas noites mortas após os dias santos. Até as lixeiras estão vazias.

Os bares estão fechados. Os poucos passantes apertam o passo. No elevado Costa e Silva, os atletas notívagos estão em recesso. Nem a chuva se anima a vir numa hora dessas.

É noite de segunda. E a cidade já parece cansada.

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Sobre Aline Viana

Aline Viana nasceu em São Paulo, em 1981, mas prefere que não espalhem a que safra pertence. É formada em jornalismo. Cansada de tanto quem, o quê, quando, onde, como e porque resolveu entrar em um curso de crônicas. Foi um santo remédio para recuperar a saúde de seus textos. Se o diagnóstico está correto, você pode checar nos blogs: cronicasdas12.blogspot.com e semanalmente no vidasetechaves.wordpress.com . Novos pareceres são sempre bem-vindos. Ver todos os artigos de Aline Viana

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