Do bem (ou mal) de ser dona do próprio nariz

countingstars

 – Não precisa não menino, deixa que eu carrego sozinha!
– Gente, mas nem venha me buscar não, descubro onde é, chego já!
– Já fiz, dei meu jeito, mas agradeço assim mesmo, viu?
– Homem, dê isso aqui, eu conserto para você!
– Eu? Não sei não, amanhã já devo estar em outro lugar, nem precisa preocupar que sei andar sozinha tem tempo…
– Ah, sim, mas resolvi ontem mesmo, estava lá, meio que a toa, daí eu fui e fiz!

***

– Menina, mas tem alguma coisa que eu posso fazer por você? Nunca vi independência tamanha, será que eu tenho utilidade? Ele pergunta, meio que em tom de brincadeira…

***

Daí ela pára e pensa… toma um puxão de orelha da delicadeza feminina e olhando aquele rosto sincero e iluminado começa a sentir o comichão do desejo de parar de andar sempre em frente e se deter, ainda que por pouco tempo…
– Pode sim! – diz sorrindo – Senta aqui do meu lado e me ajuda a contar estrelas… Não consigo fazer isso só, não!

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Sobre Marina Costa

Vegetariana, sagitariana, feminista e humana, emanando energias para que nossa vida nesse cosmo infinito tenha um sentido no fim. Mesmo que seja o de produzir ecos de bons sentimentos e só... Ver todos os artigos de Marina Costa

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