Travessia

travessia

Atravessaremos o mar da história. Haveremos de navegar em saveiros ao sabor do vento. Nunca seremos marinheiros de reputações ilibadas. Nunca cruzaremos os mares sem sentir nossa pequenez.

Sabemos que o horizonte não finda em si mesmo. Saberemos não findar em nós mesmos. Buscaremos o fim e quando chegarmos haveremos de querer o regresso. Para quê? Alguns hão de se perguntar. Há de ser. Os inquietos vão pedir. Ninguém em sã razão da emoção deixará de querer.

São travessias que buscamos. Travessias de mares navegados por outros. Nunca os mesmos mares serão para nós os nossos mares. Mas, travessias que são buscas hão de ser caminhos. Construiremos? Alguns hão de se perguntar. Há de ser. Os poetas vão pedir. Ninguém em sã emoção racional perderá o ir e vir das ondas.

A vida é para ser viajada. De que valeria a travessia sem o gosto do caminho? As tempestades balançam. Clareiam. Conduzem. Levam a outros pontos. Nós além da marca atroz. Nós atrozes a serem desfeitos. Nós atravessados pela languida e espessa incapacidade da voraz compreensão.

E a vida. Há vida? Ávida travessia para composição do Eu.

Anúncios

Sobre Celso Oliveira

Jornalista e Mestre em Ciência da Comunicação pela ECA/ USP. Ver todos os artigos de Celso Oliveira

2 respostas para “Travessia

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: