Devaneios sexuais de um escritor compulsivo

Aguinaldo Silva, todo prosa com o sucesso de sua novela das nove, “Império”, disse outro dia que “acha o ato de escrever mais gostoso e compensador do que, por exemplo, fazer sexo”.

Pode ser coisa de escritor, pode ser coisa de quem anda fazendo pouco sexo, mas já parou para pensar se nós fizéssemos sexo como escrevemos? Não no sentido figurado da coisa, mas no bojo da literalidade.

Se soubéssemos de antemão que alguém que escreve bem é um ás do sexo, o que seria da intimidade. Hoje fantasiamos a respeito.  Como o advento da convicção repercutiria? Certamente a desestabilização pública se colocaria. Imagine o leitor quando se deparasse com uma “caza”?  E o professor que  cruzasse com o “secho”? Ah, o futuro desse país. Seríamos todos uns frustrados sexuais! Ou já somos?  Por certo, enquanto nação, escrevemos bem mal. Bem mal?

Confesso que me inquieto com a ponderação de Aguinaldo Silva. Talvez porque seja mais fácil obter reconhecimento escrevendo do que transando. Mas é difícil para dedéu obter reconhecimento escrevendo…

Talvez a ciência um dia descubra que a medição do desempenho sexual se correlaciona com qualidade, intensidade e gosto pela escrita. Talvez não. Essa comparação é bem coisa de escritor mesmo…

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Sobre Reinaldo Glioche


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