Emoções boleiras

O goleiro americano Tim Howard registrou contra a Bélgica o recorde de defesas em uma mesma partida de Copa do Mundo  (Foto: Getty)

O goleiro americano Tim Howard registrou contra a Bélgica o recorde de defesas em uma mesma partida de Copa do Mundo (Foto: Getty)

Estão definidas as quartas de final da Copa do Mundo do Brasil. Com duas seleções estreantes na fase (Colômbia e Costa Rica), quatro europeias (Bélgica, Holanda, França e Alemanha) e as potências sul-americanas (Brasil e Argentina).

É a primeira vez que as oito melhores seleções da primeira fase avançam às quartas de final. É a primeira Copa em que cinco dos oito confrontos das oitavas são decididos na prorrogação (dois desses confrontos foram às cobranças de penalidades).

Já é a terceira Copa com maior número de gols da história. Tudo leva a crer que será a primeira.

A Copa não é melhor do que se esperava apenas em matéria de organização, mas também dentro de campo. Se o futebol arte não é cultivado por nenhuma seleção, pode-se dizer que um futebol que tempere coletividade com genialidade e muita aplicação tática é o grande vencedor desta Copa, inesperadamente “nivelada por cima”, como se diz por aí.

É lógico que os talentos individuais se destacam, mas seleções como Costa Rica, Alemanha, Holanda, Colômbia e França, que se esmeram no brilhantismo do grupo, são as grandes atrações do torneio. James Rodrigues, Valbuena, Robben e Messi, grandes jogadores que jogam para o time, e têm a responsabilidade de armá-los, são os grandes nomes individuais da Copa até o momento. E é muito bom que seja assim. Depois de um período em que os meias de formação, “os legítimos camisas 10”, andavam renegados, a Copa no Brasil vem devolver o protagonismo a eles. E passar por aí o aumento no número de gols.

Se tudo transcorrer conforme mandam as tradições do futebol teremos Brasil e Alemanha em uma semifinal e Argentina e Holanda em outra. Mas antes disso teremos jogos emocionantes nas quartas de final. A Colômbia, a sensação mais cativante desta Copa, pode vencer o Brasil, mas é um time menos cascudo do que o Uruguai e com deficiências aparentemente irreparáveis nessa altura da competição na marcação. O Brasil deve avançar, mas James Rodrigues tem se provado mais efetivo para seu time do que Neymar para o Brasil e isso pode pesar.

A Costa Rica parece ter chegado a seu limite. Limite este inimaginável há algumas semanas. Mas é bom que a Holanda se cuide. O time de Van Gaal é o mais bem armado e variável taticamente da Copa, mas a Costa Rica representa o imponderável.

França e Alemanha tem tudo para ser o jogaço da Copa. Tratam-se das duas seleções mais ofensivas da competição, ainda que Colômbia e Holanda detenham os ataques mais positivos. Alemães e franceses devem fazer um jogo franco. A França de hoje é a Alemanha de 2010 e essa Alemanha talvez seja a França de 1998. Quem irá prevalecer? O time germânico, mais completo e experiente, é uma aposta mais segura.

Bélgica e Argentina devem fazer o outro grande jogo das quartas. Messi tem sido decisivo. Ao lado de Robben é o mais representativo dos craques badalados, mas precisará fazer mais ante os empolgados belgas. O time treinado por Marc Wilmots vem melhorando a cada jogo e enfrentará pela primeira vez na competição uma seleção que não se fechará e esperará pelo jogo.

Quaisquer que sejam os resultados, querido leitor, serão jogos para a memória.

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