Diana

free

Ela abriu os olhos e deu com o azul do céu sem nuvens. Lembrou-se vagarosamente onde estava e porque. Apertou as mãos na grama orvalhada e sentindo ainda a moleza da manhã sorriu, em calmo êxtase. Virou o rosto para ver o verde a perder de vista da liberdade recém conquistada. A paz em sua expressão era sinônimo de decisão acertada. Ainda devagar, ela se levantou e foi até o riacho, próximo. Entrou assim vestida, talvez um resto a minguar da opressão por tanto tempo vivida. Sentiu aos poucos o abraço da água em torno de seu corpo. De olhos fechados ficou a ouvir a própria respiração enquanto o calor do sol recém nascido a enchia de vida. Estava perdida para o mundo agora, e era assim que queria ser vista. Este era apenas o começo de uma caminhada que se propunha sem fim. Onde o rumo a seguir seria definido pela mágica palavra a pouco aprendida: para tudo, diria SIM.

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Sobre Marina Costa

Vegetariana, sagitariana, feminista e humana, emanando energias para que nossa vida nesse cosmo infinito tenha um sentido no fim. Mesmo que seja o de produzir ecos de bons sentimentos e só... Ver todos os artigos de Marina Costa

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