Coisas que fazem meu coração bater diferente (em ordem alfabética)

Amor – qualquer forma de amor me emociona. O amor que sinto, não importa por quem nem pelo que. O amor que observo. O amor que recebo. O amor verdadeiro, incondicional. Não aquele que se transforma em ódio se não for correspondido. O amor do amigo, o amor fraterno. O amor transcendente e o imanente. O amor pelos pais e pelos filhos. O amor admirativo. O amor consciente e até o inconsciente quando se reflete em atos. O amor pelos iguais e pelos desiguais. O amor que doa e o que recebe. O amor pelo criado e pelo incriado. O amor pela vida. O amor doído e o mais doido amor. Haja coração quando atacado pelo amor.

 Brasil – Meu país me emociona. Sua gente e o jeito de sua gente. O som da sua língua em qualquer espaço. As cores. As flores e os frutos. Sabores e sons. As danças e as histórias que os avós contavam. Suas conquistas. As águas de muitas cores. Sem ufanismo, mas com orgulho. As raízes que fizeram de mim o que sou. Seu hino e a bandeira trêmula ao vento. Suas cidades. Meu país me irrita. Suas misérias e desigualdades. Sua preguiça de gigante adormecido dormindo em berço esplêndido. Seu descaso para com a vida. A natureza. A corrupção que gruda em tudo como um carrapato. Seu conformismo.

 Cozinhar – cozinhar é fascínio puro. Transformar o alimento. Combinar cheiros, cores e sabores. Criar. Inventar. Copiar. Reunir a família em volta da mesa. Os amigos. Ver a satisfação dos que comem o alimento preparado com amor. Descobrir. Ter que jogar tudo no lixo quando não dá certo. Jogar escondido para ninguém ver.

 Dor – A dor faz o coração bater mais forte. Mais rápido. Mas também faz o coração quase parar. A dor quase enlouquece. Mas precisa ser sentida. Quase explodir o coração. E depois se confortar. A dor significa que se perdeu algo que amou. Muitas vezes a dor acaba outras, nunca. Mas se acomoda. E o coração volta ao normal. Só disparando de quando de em vez quando a memória vai buscá-la. Mas aí, vem mais vagarosa. Suportável.

 Expectativas –A espera de algo que vai acontecer. Vai chegar. O fim de uma saudade. Um prêmio. Uma conquista. Um sonho realizado. Um adeus anunciado.

 Felicidade – A felicidade quando é percebida em sua totalidade. Um momento de puro êxtase. A certeza de que é possível voar, se quiser. Se reintegrar ao todo.

 Grosseria –Fazer me tira o sono. Faz doer o coração que se acelera. Receber acorda a ira. A raiva, às vezes surda, às vezes não.

 Humor – O bom e o mau. Os dois modificam meus batimentos cardíacos. Gente mal humorada me irrita. Gente bem humorada me põe pra frente. Eleva o astral. Faz com que eu ria.

 Irmãos – É a melhor coisa que existe. Não saberia viver sem eles. Por eles meu coração bate mais rápido. Nas vitórias e nas derrotas. Na preocupação. Nos reencontros. Nos conflitos.

Jogos – Torcer. Gritar. Aplaudir. Qualquer jogo. A expectativa de ganhar o prêmio acumulado. A disputa em volta de uma mesa de baralho. A decepção.

 Kilograma – Quando subo na balança o coração dispara. Deus me livre dessa praga que me persegue. Com K ou com Q

 Ler – Meu vício. Quando aprendo. Quando descubro alguma coisa. Quando me identifico. Quando fico completamente absorta. É como se o coração parasse.

 Música Às vezes me alegra e eu danço do meu jeito desajeitado. Ou canto com minha voz desafinada. Ou penso que vou morrer de tanto que dói. Tampo os ouvidos, de tanta dor.

Natal – É o dia mais triste do ano, mesmo que as pessoas não percebam isso em mim. É o dia em que uso máscaras. O dia em que as ausências são mais sentidas.

 Olímpia – Meu nome. Ouvir meu nome. Ler meu nome escrito. Saber que ele me identifica, mesmo que as pessoas o usem de maneira diferente. Reconhecer esse uso. Maria. Maria Olímpia. Olímpia. Merô. Pia. A irritação quando me chamam de Olímpica.

 Pais – Tantos anos e a saudade ainda aperta. O medo de ficar sem o que me resta. A vontade de fazer o tempo parar. Ou voltar. Ser criança para sempre.

 Quedas– Não existe ninguém que caia mais do que eu. Um pé virado. Um escorregão. Uma topada e lá vou eu para o chão.

 Rir – É bom demais. Sorrir. Gargalhar. Quando dou risada perco o ar. O pulmão enche e eu mal consigo respirar. Alergia. É isso aí, sou alérgica a gargalhadas, mas não estou nem aí. Rio de fazer os outros rirem de mim. Ou morrerem de vergonha.

 Sonhos – Quando é bom acalma o coração. O Pesadelo me atormenta.

 Tristezas – Existem. Tiram a vontade de viver. De fazer qualquer coisa. O coração aperta. Parece que vai sumir.

 Urros – Me assustam. Ensurdecem.

 Viagens – Quase tão bom quanto ler. Recupera a alma cansada.

 Xamã – Experiências místicas. A certeza de que há algo mais que minha razão não atinge.

 Y– Letra nova no alfabeto. O que modifica meus batimentos cardíacos com esta letra? Nada em português. Mas em Inglês: you.

 W Outra pestinha. O que fazer com essa letra nova? Well, nothing. Esperar para ver.

 Zênite – Quer coisa mais aceleradora dos batimentos dos batimentos cardíacos do que caminhar sob esse sol tropical no momento de seu zênite?

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